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	<title>Cinético</title>
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		<title>No Giramundo, a diversidade é o limite</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Nov 2010 02:53:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez o Giramundo seja uma das maiores companhias de teatro de bonecos do mundo. Coisa rara de se ver, que contraria a tendência dos pequenos grupos teatrais dedicados a fantoches dos cinco continentes. Diga-se de passagem: assim como a música e a dança, de um pólo a outro do planeta cada lugar possui técnicas únicas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=291&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/11/mg_5338.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-294" title="_MG_5338" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/11/mg_5338.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a>Talvez o Giramundo seja uma das maiores companhias de teatro de bonecos do mundo. Coisa rara de se ver, que contraria a tendência dos pequenos grupos teatrais dedicados a fantoches dos cinco continentes.</p>
<p>Diga-se de passagem: assim como a música e a dança, de um pólo a outro do planeta cada lugar possui técnicas únicas na representação com bonecos. Vão desde as marionetes com cordas e o mamulengo – manipulados como luva –, até o teatro de sombras e os bonecos vietnamitas, que se apresentam sobre a água. As origens são, como muitos tipos de arte, rituais sagrados e contação de histórias folclóricas, que em evolução natural deixam de lado as limitações.</p>
<p>No Brasil, onde fantoches são considerados entretenimento infantil, poucos deram tanta importância a essa modalidade quanto Álvaro Apocalypse. Mineiro, de Ouro Fino, Álvaro sempre brincou de construir bonecos com os irmãos. Nos meados da década de 1950, foi para Belo Horizonte estudar Belas Artes com Guignard e acabou participando dos primórdios da Escola de Belas Artes da UFMG, onde lecionou até a morte, em 2003. Apocalypse foi uma das figuras mais notáveis das artes plásticas mineiras da geração pós-Guignard, ao lado de Yara Tupinambá, Jarbas Juarez, Eduardo de Paula, entre outros.</p>
<p>Na sala de aula, na década de 1960, Álvaro conheceu Tereza Veloso, com quem se casou, e Madu Vivacqua. O trio começou a produzir e manipular fantoches, inspirados pelo conhecimento que Álvaro trouxe da temporada de estudos na França, em 69. Desse furor criativo e associação de talentos tão diversos quanto grandiosos, em outubro de 70 começam as atividades do Grupo Giramundo de Teatro de Bonecos, em um ateliê-laboratório em Lagoa Santa.</p>
<p><strong><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/11/mg_5345.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-297" title="_MG_5345" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/11/mg_5345.jpg?w=199&#038;h=300" alt="" width="199" height="300" /></a>Manipulação da magia</strong><br />
Entre “A Bela Adormecida” – primeira montagem do grupo, de 1971 – e “Vinte Mil Léguas Submarinas” – espetáculo mais recente –, o Giramundo reinventou e impressionou, com peças cada vez mais ousadas.</p>
<p>“Cobra Norato”, adaptado da obra do escritor antropófago Raul Bopp, é a montagem mais celebrada, com direito à turnê internacional e alguns dos prêmios mais importantes das artes cênicas do Brasil e de fora do país. Mas é certo que a insana “As Relações Naturais”, do dramaturgo de codinome Qorpo Santo, que compara as relações familiares com um bordel, mais uma prova do universo que pode ser explorado pelos fantoches carismáticos e ambiciosos do grupo. A não-linearidade e os personagens bizarros mostraram de vez que o teatro de bonecos não se limita ao gênero infantil.</p>
<p>E menos ainda aos palcos e cortinas. Na montagem do metalingüístico “Pinocchio”, a primeira grande peça sem Álvaro, o grupo resolveu romper mais uma barreira, com a implantação da projeção de vídeos. Tendência confirmada nas “Vinte Mil Léguas” de Júlio Verne.</p>
<p>No Museu do Giramundo, no bairro Floresta, monitorado pelo ator e manipulador Neto – como Rooney Tuareg prefere ser chamado –, o acervo de aproximadamente 1500 bonecos, nos deixa imersos num mundo mágico. Pode ser um clichê dos bem hiperbólicos, mas a gente crê que cada uma das milhares de marionetes vá se erguer e, com aquela suavidade robótica típica, nos dizer alguma coisa. Na exposição, a gente vê bem de perto a variedade na estética dos fantoches, nas técnicas de manipulação e complexidade dos espetáculos.</p>
<p><strong>Diversidade</strong><br />
Observada na criação do grupo e nas peças, a diversidade é um dos pilares que mantém o Giramundo ativo. A juventude, atraída pela arte maravilhosa, é cultivada nas bases do grupo. “O Giramundo sempre recorreu a alunos e estagiários para integrar o grupo. Alunos de todas as áreas, mas a maioria são alunos de Belas Artes, Artes Cênicas, Design&#8230;”, revela Ulisses Tavares, diretor de espetáculos, com 20 anos de casa. Ele mesmo entrou ainda quando cursava Belas Artes, captado pelo professor Álvaro.</p>
<p>Raimundo Bento, ator e manipulador, também veio das artes plásticas. Assim como Ana Fagundes, flagrada na frente do palco. Eles são parte do corpo fixo de 6 atores/manipuladores. Ela começou botando a mão na massa, na produção dos bonecos. Ele veio de Pernambuco, com uma bolsa de estudos para a escola do Giramundo. Acabou ficando por aqui, para participar do que ele crê ser o motivo de sucesso da trupe. “Acho o teatro de bonecos legal, traz a empatia do público automaticamente”, revela.</p>
<p><strong>33 espetáculos</strong><br />
É de não se limitar, que talvez venha a importância do Giramundo no cenário brasileiro. É reconhecido por gente como o dramaturgo Pedro Paulo Cava, que não esconde a admiração. “O Grupo este ano está completando 40 anos e cresceu em tal proporção que se tornou referência em teatro de bonecos no Brasil”, explica.</p>
<p>Com 40 anos nas costas e 33 espetáculos no currículo, comemorar é um dever. Para isso, entre os dias 15 e 31 de outubro, o Giramundo expôs, no Ponteio Lar Shopping, alguns dos bonecos que marcaram a carreira do grupo. Com direito à apresentação da cativante peça “Cerrado”, da série de Mineteatro Ecológico, no dia 30. A montagem, que trata da preservação daquela vegetação, é composta por paródias hilárias de músicas de roda, e ausente dos pedantismos típicos da panfletagem pró-ecossustentabilidade.</p>
<p>Nos dias 13 e 14 de novembro, é a vez de Nova Lima receber, na Casa Aristides, a exposição “Giramundo 40” que, além dos bonecos, exibe quadros de Álvaro Apocalypse.</p>
<p>Vale cada reverência.</p>
<p><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/11/mg_5348.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-299" title="_MG_5348" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/11/mg_5348.jpg?w=199&#038;h=300" alt="" width="199" height="300" /></a><span style="color:#000080;"><strong>Serviço:</strong></span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000080;">Museu Giramundo</span></span><br />
<span style="color:#000080;">R. Barão de Varginha, 235 – Floresta</span><br />
<span style="color:#000080;">Telefone: (31) 3446-0686</span><br />
<span style="color:#000080;">Funcionamento: Terça à sexta-feira, das 9h às 19h e das 13h às 17h</span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><span style="color:#000080;">Casa Aristides</span></span><br />
<span style="color:#000080;">Praça Coronel Aristides, s/n – Centro de Nova Lima</span><br />
<span style="color:#000080;">Funcionamento: Dia 13 de novembro:  das 10h às 18h</span><br />
<span style="color:#000080;"> Dia 14 de novembro: das 10h às 17h</span></p>
<p><span style="color:#000080;"><em><span style="color:#808080;">Versão original do texto publicado no jornal Turismo de Minas</span></em><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/291/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=291&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>No Duelo de Mc&#8217;s, a rua dá o grito &#8211; e não vem avacalhar</title>
		<link>http://cineticoblog.wordpress.com/2010/09/21/no-duelo-de-mcs-a-rua-e-quem-da-o-grito-e-nao-vem-avacalhar/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 01:21:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineticoblog.wordpress.com/2010/09/21/no-duelo-de-mcs-a-rua-e-quem-da-o-grito-e-nao-vem-avacalhar/"><img src="http://img.youtube.com/vi/9L2RJOA0HVs/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>As mãos erguidas saúdam a batalha de conhecimento. Entre um turno e outro da disputa, o MC Monge, apresentador do Duelo de Mc’s e um dos componentes da Família de Rua, coletivo que organiza o evento, manda a real. Acontece que no dia três de setembro, a Polícia Militar, acompanhada por câmeras da Rede Globo, resolveu dar uma de “Tropa de Elite” e entrar com pé na porta e soco na cara, numa operação em pleno Duelo. O resultado foi um espectador baleado. “Eles [o sistema] fazem isso porque sabem que é o movimento popular que pode tirar eles de lá”, discursa seguido de aplausos e gritos de apoio. O MC Dmorô, outro apresentador, acompanha. “E quem tiver twitter, coloca lá a hashtag ‘vai pro inferno Rede Globo’” e manda um gesto obsceno. Monge emenda com um salve a todos os movimentos populares do Brasil e do mundo.</p>
<p>“Na verdade, cara, a gente é muito insistente com a Polícia Militar”, explica PDR Valentim, um dos cinco membros ativos da Família de Rua. “A gente já se reuniu com o batalhão de polícia que toma conta aqui da região várias vezes, fizemos várias cartas, vários ofícios, fomos a várias comissões, reuniões” e o resto a gente conhece. A polícia começa a trabalhar por algum tempo e depois some. Só os fardados saírem, que o tráfico e o consumo de drogas volta a acontecer sem disfarce. “Aí eles vêm com o discurso de que estavam monitorando há algum tempo”, continua. Fora a perna ferida do homem baleado, o resultado foi o medo, apreensão e sentimento de insegurança disseminado por quem deveria dar segurança. Angústia, revelada por PDR, e revolta para os discursantes no palco.</p>
<p><strong>Ocupação</strong></p>
<p>Há três anos a parte de baixo do o viaduto Santa Tereza (Rua Aarão Reis, em frente ao número 554, mais ou menos) é ocupada pelo Duelo de Mc’s. A ideia veio a partir de uma etapa da Liga dos Mc’s, disputa nacional criada no Rio de Janeiro, executada em BH, no Lapa Multishow, em agosto de 2007. “A galera pagou ingresso para ver e foi muito bacana, repercutiu bastante”, comenta PDR. Uma semana depois, os primeiros duelos aconteceram na Praça da Estação.</p>
<p>A Família de Rua é quem organiza tudo ali. O coletivo cultural foi criado especialmente para a demanda gerada pelo Duelo. Com o crescimento, o evento passou a precisar de caixas de som e de diversidade. PDR esclarece: “Era vontade pessoal de cada um [dos componentes da Família de Rua] que existisse não só um evento do elemento Mc, mas algo que fosse da cultura hip hop”. Convidaram grupos de rap e black music para tocar no duelo, chamaram grafiteiros para enfeitar o lugar, DJs para tocarem os beats do duelo, e bboys e bgirls para a dança.</p>
<p>Hoje, o Duelo de Mc’s é parte da agenda cultural da cidade. É algo entre o mainstream e o underground. Divulgado nos maiores veículos de comunicação do estado, o evento não se restringe ao movimento hip hop de BH e região metropolitana. Há presença maciça de gente em busca de cultura alternativa.</p>
<p>Fora a estranha operação policial, o evento sempre corre bem. Apesar de ter, como diz PDR, a galera que vai para atrapalhar, que tem em todo lugar. Mas ali, o papo é reto. “Se não quiser vir para respeitar, sinceramente, não venha”, diz Monge em uma de sua falas no palco, com o apoio de PDR. “Eu tenho que respeitar o cara que fuma maconha, mas o cara que fuma maconha tem que respeitar o espaço”. Deixam bem claro que ali é lugar do que é legítimo, assim como a cultura de rua: expressão pura, vinda do movimento popular, de quem precisa gritar para ser ouvido.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/282/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/282/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/282/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=282&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Não precisa ir a Pasárgada para ser Amigo do Rei</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2010 03:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_273" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/09/amigo_do_rei_ipx_7940.jpg"><img class="size-full wp-image-273" title="Prato de frango com cogumelos" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/09/amigo_do_rei_ipx_7940.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">HOROSH GHÓRTCH (Galinha com cogumelos frescos)</p></div>
<p>Inspirados nos versos de “Vou-me Embora para Pasárgada”, de Manuel Bandeira, Nasrin Haddad Battaglia e Claudio Battaglia, os proprietários do único restaurante especializado em culinária persa da América Latina, batizaram-no de “Amigo do Rei”. No aconchego do pequeno salão, com apenas sete mesas e decoração com referências à cultura do Irã, além de quadros e joias desenhadas por Cláudio, eles garantem: “você terá a melhor experiência gastronômica da sua vida”.</p>
<p>Colheres a postos — porque a comida iraniana é apreciada de colher, com um garfo auxiliar na outra mão —, os clientes sempre se surpreendem. Isso porque os sabores persas não se aproximam da comida árabe, como esperado por muitos. “As pessoas reagem como não vejo reagirem em restaurantes comuns”, relata Cláudio, que ainda reafirma a exclusividade dos pratos produzidos pela esposa. “Não há qualquer semelhança entre comida mineira e a persa”, alerta.</p>
<p>Uma das principais diferenças é o açafrão, essencial em todos os pratos feitos por Nasrin. A especiaria é a mais cara do mundo. Este açafrão verdadeiro – como é chamado, com o “verdadeiro” em destaque, não é a cúrcuma que nós usamos para colorir o frango ensopado, ou para dar aquela amarelada ao arroz. O deles vem de uma flor típica do oriente médio, da qual são necessárias, em média, 100 mil para a feitura de um quilo do tempero. No mercado internacional, esta verdade vale ouro: o quilo do condimento chega a custar — pasmem! — US$ 11 mil.</p>
<p><strong>Cadbanou</strong><br />
A Pasárgada de Bandeira, no Irã, hoje um sítio arqueológico, foi a primeira capital do império persa. Mas foi da atual capital iraniana, Teerã, que veio Nasrin Haddad, a chefe do “Amigo do Rei”. Chefe, não: por aquelas bandas, as culinaristas são chamadas cadbanou. Por lá, Nasrin mantinha um Buffet e uma pequena fábrica de doces.<br />
A vinda para BH não foi imediata: vislumbrando a chance de se aventurar no Brasil, a Cadbanou aterrissou no Rio de Janeiro, em 1990. Só em 1998, depois de se casar com Cláudio Battaglia, o “Amigo do Rei” foi aberto em Paraty, no litoral sul fluminense.</p>
<p>Em 2002, percebendo a falta de estrutura em Paraty para a criação da filha, que completava sete anos de idade, Cláudio e Nasrin se mudaram para a capital mineira. Com a ajuda dos mesmos amigos que os incentivaram a erguer o restaurante no Rio, abriram as portas em junho de 2002, na Rua Quintiliano Silva, número 118, no Santo Antônio, onde permanecem. O bairro tem ladeiras que lembram muito as da terra natal da Cadbanou.</p>
<p><strong>Único</strong><br />
Mesmo que estrelado pelo Guia Quatro Rodas desde a estada em Paraty, ser o único restaurante persa da América Latina não são só delícias. “Esse negócio de servir de navio quebra gelo não é fácil não”, confessa Cláudio. A dificuldade do espalhamento do sabor persa está no fato de que o Brasil não é, nem nunca foi, destino de refugiados iranianos. Por aqui, não há nem sombra de comunidade iraniana, diferente dos japoneses, árabes e italianos, que migraram em massa para terras tupiniquins e trataram de popularizar suas culturas. E apesar das constantes indicações da mídia especializada, além dos diversos prêmios recebidos, exibidos nas paredes da casa, as pessoas ainda desconfiam das promessas do “Amigo do Rei”.</p>
<p>O gosto pode nos ser estranho, mas está longe de ser incômodo. A comida persa é refinada, complexa e leve. A execução dos pratos vem de uma cultura milenar, absorvida por Nasrin através da mãe, a quem atribui, em um texto escrito para a revista Vogue, um rigor quase doentio na preparação dos alimentos.</p>
<p>Dois cardápios circulam pelo salão: um fixo, no formato do velho “menu”, e o paralelo, em fichas, com pratos que levam ingredientes sazonais — caso do arroz em favas, que há anos não era encontrado em quantidade considerável no Brasil. Atualmente, o grão está de volta às terças e quartas no “Amigo do Rei”. É uma viagem ao Irã, sem sair da mesa.</p>
<p><span style="color:#888888;"><em>(Reportagem escrita para o jornal Turismo de Minas)</em></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/272/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/272/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/272/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=272&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Prato de frango com cogumelos</media:title>
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		<title>Não se agarre tanto à realidade, Minduim</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jun 2010 23:18:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A especialidade de Patty Pimentinha está longe de ser a matemática. Munida de um grande advogado, ela tenta fugir desta e de outras realidades Em meio à turma multiétnica de “Peanuts”, uma irlandesa andrógina e inconsequente rouba a cena nas tirinhas, principalmente quando assunto é educação primária e beisebol. Patricia Reichardt, a Patty Pimentinha – [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=234&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/06/patty11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-251" title="patty1" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/06/patty11.jpg?w=500" alt=""   /></a><em>A especialidade de Patty Pimentinha está longe de ser a matemática. Munida de um grande advogado, ela tenta fugir desta e de outras realidades</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Em meio à turma multiétnica de “Peanuts”, uma irlandesa andrógina e inconsequente rouba a cena nas tirinhas, principalmente quando assunto é educação primária e beisebol. Patricia Reichardt, a Patty Pimentinha – devido às sardas e outras ruivisses –, tem duas grandes dificuldades: a matemática e trocar seu inseparável par de sandálias por incômodos sapatinhos.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Apesar de turrona, Patty é a personagem mais sensível de Charles Schultz.</em></p>
<p style="text-align:justify;">Snoopy, o beagle de Charlie Brown, está sempre nos jogos de beisebol, escreve versos melosos, pilota na Primeira Guerra Mundial e, como se não bastasse, anda sobre duas patas. Porém, no universo de “Peanuts”, o cachorro não deixa de ser um cachorro para as crianças, menos para Patty Pimentinha. Para a garota, o cão é o “amigo narigudo do Minduim”, que mora no quarto de hóspedes do amigo e que, vez em quando, é também um advogado bastante conveniente.</p>
<p style="text-align:justify;">Em sua relação com Snoopy, há um contrato interessante, onde o cachorro entra em ação como defensor e conselheiro. Na apresentação mais importante do “narigudo”, Patty passava por um perrengue com a escola. A instituição proibia a garotinha de ir estudar de sandálias e camiseta larga. Apesar de a presença do advogado da garota não ter intimidado o diretor docente, o cão de Charlie Brown acabou encaminhando a garota para uma escola de adestramento de cães.</p>
<p style="text-align:justify;">E lá foi ela, esperançosa em ter um futuro melhor, pautado por uma instituição que não tenta restringi-la e onde o que é mais importante é ensinado em pouco tempo de curso.</p>
<p style="text-align:left;"><strong><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/06/patty4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-246" title="patty4" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/06/patty4.jpg?w=500" alt=""   /></a>Realidade</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Tudo na vida de Patty Pimentinha é um choque entre realidades – a dela e a outra.  Sem mãe e com um pai ausente por causa de viagens constantes e trabalho até tarde, o primeiro confronto de Pimentinha é com as outras crianças, que têm a família bem estruturada. A garota não se alimenta bem e não se veste adequadamente, não se enquadra no senso comum, o que gera situações cômicas e constrangedoras na relação com os amigos, principalmente com sua fiel escudeira, Marcie.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem acompanhamento de um guardião, a garotinha tem constantes problemas na escola, que não envolvem apenas o jeito de vestir. Ela cochila diariamente em sala de aula, tira notas baixas e tem dificuldades de aprendizado.</p>
<p style="text-align:justify;">Mais ainda, além de ausente, o pai de Patty é desleixado a ponto de não se preocupar com o lugar em que a filha se hospeda enquanto ele viaja. Algumas das maiores dificuldades da garota se deram na temporada que ela passou no “quarto de hóspedes” de Charlie Brown.</p>
<p style="text-align:justify;">Apesar de tudo isso, quanto mais distante Pimentinha é do pai, mais ela coloca a figura paterna em um pedestal.</p>
<p style="text-align:justify;">Seu maior receio em perder o direito de usar as sandálias que tanto gosta, está no fato de tê-las ganho do pai, em uma situação romântica e fraternal. Certa vez também ganhou flores do pai, que declamou querer ser o primeiro a presentear uma mulher que, pela beleza e meiguice, será muito presenteada pelos rapazes.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/06/patty3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-245" title="patty3" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/06/patty3.jpg?w=500" alt=""   /></a>O confronto mais intenso, porém, é com a sanidade mental. Com a pouca estrutura familiar que tem e sem dar qualquer sinal de falta da mãe – o que já é estranho por si só –, Patty leva a imaginação para além dos moldes infantis. É verdade que toda criança floreia a realidade, cria personagens, amigos, situações. No caso de Pimentinha, há uma alienação extrema mesmo se levado em conta esta fase.</p>
<p style="text-align:justify;">O fato de ela não enxergar Snoopy como um cachorro, não atinar para o fato de que a escola para a qual se transferiu é um Centro de Adestramento Canino, não perceber que o quarto de hóspedes é uma casinha de cachorro e, acima de tudo, confiar na defensoria e conselhos do cão de Charlie Brown, bastam para apontar que a garota sofre de uma patologia psíquica. Certamente, este é um sinal do trauma sofrido pela perda da mãe unido à ausência paterna e a falta de um guardião.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem ter com quem desabafar e pedir conselhos, Patty sempre recorre a Charlie Brown por telefone, que se vê incapaz de resolver os sérios problemas da garotinha.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas é melhor Minduim não esquentar muito a cabeça. No caso da Pimentinha, só duas pessoas poderiam resolver seus infindáveis problemas. Ou Schultz ou Freud.</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/06/patty7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-250" title="patty7" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/06/patty7.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/234/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=234&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Torcida critica escolhas burocráticas de Dunga</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 23:17:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">
<div id="attachment_230" class="wp-caption aligncenter" style="width: 509px"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/05/grafite1.jpg"><img class="size-full wp-image-230" title="grafite1" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/05/grafite1.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Cuidado com a zica, Grafite</p></div>
<p style="text-align:center;"><em>As faltas de Neymar e Ganso são compreensíveis, mas Tardelli e Fábio mereciam uma chance na seleção quadrada do Brasil</em></p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">Se você queria ver a lista de Dunga um pouco mais recheada com o jeitinho mineiro de jogar futebol, talvez seja melhor esperar a próxima Copa. Ou quem sabe, você pode torcer pela sádica possibilidade de algum dos atacantes sofrer uma pequena contusão. Se depender do senso comum, este machucadinho cairia bem em Grafite, do time alemão Wolfsburg, que daria lugar ao ídolo do Galo, Diego Tardelli.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesta terça-feira, 11 de maio, por volta das 13h, a mãe de Dunga, técnico da Seleção Brasileira de Futebol, foi, nas palavras de Carlos Moreira, 33, a mulher mais xingada do Brasil. “Eu não posso falar tudo. A raiva é muita”, pondera. Mesmo assim, disparou contra a lista brasileira. “A Seleção está burocrática, falta inteligência. Tem zaga boa, lateral boa, mas nenhuma criatividade”. Para o estudante de Relações Públicas e atleticano, o técnico contraria os preceitos que diz ter. “O Dunga quer renovação, mas não renovou, colocando o que é de praxe: jogador que joga fora”, explica. “Se o Fábio estivesse sido vendido, estava na seleção”.</p>
<p style="text-align:justify;">Apresentada em uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro, a lista dos 23 convocados para defender a Seleção Brasileira de Futebol causou revolta generalizada nos brasileiros. A manifestação foi vasta nos sites de relacionamento, nos botecos e nos corredores das faculdades.</p>
<p style="text-align:justify;">A burocracia no estilo de jogo é uma reclamação unânime. Tudo bem que Neymar e Ganso ainda são inexperientes para serem convocados, mas por que não colocar ídolos bons de bola como o goleiro cruzeirense Fábio, Ronaldinho Gaúcho – do Milan, o flamenguista Adriano ou até mesmo o próprio Tardelli? “Faltou jogador entusiasmado, que motiva o grupo e joga bonito”, opina Paulo Cansado, 47, gerente de agência da Caixa Econômica Federal, que revezava os palpites futebolísticos com a entrega de Bíblias na porta da Newton Paiva. Seu colega, o empresário Waldivino Reis, de 58 anos, concorda que o estilo da seleção deveria ser mais solto, mas acha que não há lugar para jogadores que, como o atacante do Flamengo, trazem problemas disciplinares ao grupo. “Este é o contrário do Kaká, um cara centradíssimo, que agrupa”, diz como profundo conhecedor, destacando a religiosidade do meia do Real Madrid.</p>
<p style="text-align:justify;">Às 17h, saiu uma lista com sete jogadores reservas, que por alguma adversidade podem substituir os convocados principais. Dentre eles, Diego Tardelli é o único atacante desta relação,  o que deixa atleticanos esperançosos e apreensivos. “Essa lista dos sete só foi solta para calar a boca da imprensa e do torcedor”, desacredita Carlos Moreira.</p>
<p style="text-align:justify;">Duas estatísticas brigam pela afirmação na seleção de Dunga. A primeira reúne as últimas vitórias do time brasileiro, campeão da última Copa América e classificado com tranqüilidade para o mundial. A outra está mais para maldição: toda vez que o Brasil sai como favorito, volta sem a taça. Mas o técnico não precisa se preocupar tanto: o descrédito por parte da torcida chegou para avacalhar esta balança.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/229/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=229&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Educação&#8221; ideológica</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 03:57:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trama ideológica fantasiada de conto-de-fadas, “Educação” não tem nada de viveram felizes para sempre. A busca pela felicidade não é motivo para a mulher ter um companheiro – as realizações são, antes de tudo, individuais. Ambientado na década 1960, “Educação” acompanha Jenny, uma inteligente e bela adolescente de 16 anos. Ela acredita que entrar para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=223&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><!-- 	 @page { margin: 2cm } 	 P { margin-bottom: 0.21cm } --><em>Trama ideológica fantasiada de conto-de-fadas, “Educação” não tem nada de viveram felizes para sempre. A busca pela felicidade não é motivo para a mulher ter um companheiro – as realizações são, antes de tudo, individuais.</em></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://cineticoblog.wordpress.com/2010/02/25/educacao-ideologica/"><img src="http://img.youtube.com/vi/qn9IMe5jmf0/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p style="text-align:justify;">Ambientado na década 1960, “Educação” acompanha Jenny, uma inteligente e bela adolescente de 16 anos. Ela acredita que entrar para a universidade de Oxford pode tornar a vida mais interessante do que a atual, que se resume à escola, onde cursa o último ano do colegial, um café, para onde costuma ir com as amigas, a orquestra da escola, onde toca violoncelo, e a casa que vive com os pais, em Twickenham, no subúrbio de Londres.</p>
<p style="text-align:justify;">A escolha do contexto não é a toa e é o primeiro aviso que temos sobre o conteúdo do longa. Os anos 60 são, historicamente, a era das revoluções. Junto de outras contestações humanistas, o feminismo vem a tona com uma força que este movimento nunca teve até então. Enquanto na escola de Jenny as garotas e os garotos têm aulas separados e a etiqueta e culinária estão no currículo das moças, as professoras presam pela lógica de que boa educação fará alunas independentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Há no longa, boas referências à época, deixando de lado alguns tabus da mídia atual. O racismo antissemita e contra os negros é mostrado com mais naturalidade e sem lição de moral, apenas como um conflito corriqueiro naquele contexto. Além disso, aos 16 anos a garota já é fumante e, em relação a isso e ao namoro dela com alguém pelo menos dez anos mais velho, com quem é iniciada sexualmente, não há qualquer chatice politicamente correta. Se historicamente era assim, não há porque o filme se estender em explicações moralistas.</p>
<p style="text-align:justify;">A lição do filme é baseada nas escolhas erradas da personagem principal. Apaixonada, ela aceita, aos 17 anos, se casar com quem julga ser o homem perfeito – adulto, endinheirado e divertido, capaz de bancar viagens à Paris, aulas de violoncelo, música e livros franceses e fazê-la viver um conto-de-fadas. Desiste da escola, por julga-la inútil.</p>
<p style="text-align:justify;">O longa considera este o erro primordial que uma mulher pode cometer: desistir de si para buscar abrigo em um homem. Desse jeito ela nunca terá autonomia e ficará vulnerável à inconsistência de uma pessoa que um dia poderá deixa-la desamparada. Isto é suicídio social. A mulher deve andar com as próprias pernas e ter paciência, pois não se conquistam grandes ambições com facilidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Miss Stubs, professora de inglês, que sempre apostou as fichas em Jenny, é a materialização do discurso central do filme, tomando, desnecessariamente, uma função explicativa. Desnecessário também é o letreiro que nos informa que aquela é a década de 60, já que na abertura nos é apresentado o estilo de vestir da época, garotas rodando bambolê e aprendendo à mexer em um batedor de bolo manual, tudo acompanhado pelo rock dançante. O cinema pode deixar de lado esses recursos para que o espectador fique com a função de interpretar, e exorcizar a linguagem simplista dos pipocões.</p>
<p style="text-align:justify;">“Educação” é um panfleto feminista muito bem delineado, mas não tanto escancarado. Prega a independência feminina tanto financeira quanto ideológica, que deve ser construída a partir dos estudos e do conhecimento. Os argumentos são concisos, ilustrados pela desilusão, desamparo e pelo reerguimento de uma jovem sem a necessidade de um suporte masculino. Calcado na realidade histórica, o filme afasta a voz politicamente correta, mas ainda assim é sensível.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/223/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/223/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/223/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=223&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>11 preconceitos e 1 vítima</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 05:49:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando 12 pessoas são destacadas para tomar uma decisão de morte ou vida, entram em conflito 12 mentalidades completamente diferentes. A face cruel e preconceituosa da sociedade se revela travestida de moral e bons costumes. O cidadão se mostra individualista, um boneco do capitalismo. Ninguém tem culpa pelo individualismo que cultiva. Somos crias de um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=217&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Quando 12 pessoas são destacadas para tomar uma decisão de morte ou vida, entram em conflito 12 mentalidades completamente diferentes. A face cruel e preconceituosa da sociedade se revela travestida de moral e bons costumes. O cidadão se mostra individualista, um boneco do capitalismo.</em></p>
<div id="attachment_220" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/02/12angry2.jpg"><img class="size-full wp-image-220" title="12angry" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/02/12angry2.jpg?w=500&#038;h=396" alt="" width="500" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;O preconceito sempre obscurece a verdade&quot;</p></div>
<p style="text-align:justify;">Ninguém tem culpa pelo individualismo que cultiva. Somos crias de um mundo onde impera a lei da selva: devemos ser espertos para não sermos devorados. Assim, nos defendemos automaticamente de qualquer ameaça aparente – fazemos dos acusados os novos culpados.</p>
<p style="text-align:justify;">Poucos são aqueles capazes de julgar alguém. Quem o é, passou por uma educação humanitária e entende bem o ser humano, sabe da realidade, valoriza a vida e foge do senso comum. Na pior das hipóteses, desenvolveu essa sensibilidade estudando ciências sociais.</p>
<p style="text-align:justify;">“12 Angry Men” (“Doze Homens e uma Sentença”, na tradução charlatã de sempre) é um ensaio exato sobre o individualismo que ronda a sociedade contemporânea sob a roupagem da moral. Ao mesmo tempo, o filme mostra um tipo de racionalidade sentimental como a esperança palpável para este mundo egocêntrico.</p>
<p style="text-align:justify;">Sob direção de Sidney Lumet, nos é exposto um juri composto por 12 homens que decidem se um jovem de 18 anos vai ou não para a cadeira elétrica. Nesta situação, a lei americana delega que deve haver um consenso. Devem ser 12 votos a favor ou 12 contra. Naquela sala, apenas um deles acha que não é simples assim: refletir é o mínimo a se fazer para que uma vida não seja tirada em vão.</p>
<p style="text-align:justify;">Neste filme, há de se dar crédito, em primeiro lugar, pelo fato de acontecer todo em um cenário apenas. Com exceção dos 3 primeiros minutos, todo o resto do filme se passa em uma sala. Trancada, para que os jurados não tenham qualquer interferência do mundo externo, não há quaisquer outros recursos que nos tirem daquele lugar. Nem flashbacks ou tramas paralelas.</p>
<p style="text-align:justify;">Dessa maneira, resta apenas a interpretação dos atores e o desenrolar da trama, o que faz da película um investimento arriscado: em um ambiente em que nada o distrai, qualquer defeito é notado com facilidade.</p>
<p style="text-align:justify;">O sucesso, então, é o grande mérito. Os diálogos são verossímeis e os argumentos são exatos. A premissa não faz do filme meloso e chato, mesmo tendo uma lição de moral escancarada. Saber simplesmente se o acusado é culpado ou não, acaba sendo o de menos. A gente acaba querendo ver onde aquela discussão vai parar.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Joga pedra, joga bosta</em></p>
<p style="text-align:justify;">Contrariados, os 11 algozes ficam inflamados. Porque dar chance para um assassino? Ele nasceu em um bairro pobre. Você sabe. Quem nasce nesses lugares, mora em cortiços, não tem uma família estruturada, acaba virando criminoso. Mesmo se não matou agora, vai matar depois.</p>
<p style="text-align:justify;">Por mais que Diogos Mainardis preguem que miséria e exclusão social não são desculpas para o desenvolvimento de bandidinhos, na prática não é bem por aí. Quando se tem o consumo difundido como um estilo de vida, é revoltante não estar inserido nessa realidade. Viver em moradia precária, com difícil acesso à educação e percebendo toda a indiferença que a sociedade e o governo cultivam em relação ao que você passa, não deve ser confortável. Somado à família desestruturada, o resultado é a revolta, reação natural à opressão, ao desamparo, à solidão em um mundo lotado de gente.</p>
<p style="text-align:justify;">O estado deve punir o que é de responsabilidade do sistema?</p>
<p style="text-align:justify;">Legalmente forçados a discutir a situação, os jurados começam a derramar todo o tipo de preconceitos, que disfarçados de responsabilidade social e senso de cumprimento de dever, se mostram fortemente agarrados ao senso comum.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme nos faz um convite para combater os males da sociedade da maneira correta e efetiva, pois é quando se afastam estes preconceitos, quando os medos, angústias e a realidade são confrontadas, o céu nublado se abre em sol. A racionalidade não fica de lado – ela é apenas validada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/217/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=217&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os monstros que vivem na sua mente</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 04:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Autoconhecimento por meio de uma reflexão insana. “Onde Vivem os Monstros” é baseado em um clássico da literatura infantil americana, escrito por Maurice Senda. O filme, dirigido por Spike Jonze, é direto e cruel como a mente de uma criança. Max é um garotinho solitário, carente e imaginativo. Por esperar certas atitudes daqueles que o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=206&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em> Autoconhecimento por meio de uma reflexão insana. “Onde Vivem os Monstros” é baseado em um clássico da literatura infantil americana, escrito por Maurice Senda. O filme, dirigido por Spike Jonze, é direto e cruel como a mente de uma criança.</em></p>
<div id="attachment_208" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/02/where-the-wild-things-are1.jpg"><img class="size-full wp-image-208" title="where-the-wild-things-are1" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/02/where-the-wild-things-are1.jpg?w=500&#038;h=281" alt="" width="500" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">Todo mundo tem um monstro dentro de si</p></div>
<p style="text-align:justify;">Max é um garotinho solitário, carente e imaginativo. Por esperar certas atitudes daqueles que o cerca, o garoto se decepciona facilmente com as pessoas e tem reações agressivas sempre que algo o desagrada. Como toda criança problemática, Max quer sempre as atenções voltadas para si. É egoísta e atrevido.</p>
<p style="text-align:justify;">Em um ataque de fúria, ele foge correndo de casa, deixando a mãe desesperada, e parte para uma terra imaginária habitada por monstros. Lá ele pode ser rei, pode ser compreendido, pode construir, destruir e ter amizade com aquelas criaturas bizarras que são exatamente como ele.</p>
<p style="text-align:justify;">Não há dúvidas de que este outro mundo é um sonho: a câmera, inquieta, gosta de se ater em mostrar a perspectiva da criança, nos indicando a todo o tempo que aquilo é a cabeça dele, não uma dimensão paralela onde porventura ele tenha caído.</p>
<p style="text-align:justify;">Os monstros são uma viagem perturbadora e intrigante pela mente do garoto. Naquele mundo de seres imensos de aparência demoníaca, o egocentrismo de Max impera. Todos ali são infantis, necessitados de afeto e liderança, e explosivos. Os seis monstros sempre resolvem as brigas agressivamente, divertem-se agressivamente, demonstram amor agressivamente. Acreditam facilmente em quaisquer coisas a ponto de trabalhar em prol do “impossível”.</p>
<p style="text-align:justify;">Sempre que contrariados, explodem de raiva – chegam ao ponto de decepar e querer lanchar o outro. As brincadeiras sempre começam divertidas e terminam nervosas. Alguém sempre passa a não concordar com algo e, pronto, lá vai uma briga – exatamente como acontece com crianças.</p>
<p style="text-align:justify;">Esse sonho de Max é uma viagem de autoconhecimento. No mundo paralelo ele vive consigo. Cada um dos monstros tem uma característica ressaltada que compartilha com o garoto. Existe a depressiva, a imaginativa (que tem duas corujas como melhores amigos), existe o solitário, o agitado, o compreensivo, o inconstante. Tem também um outro intruso, um monstro que declara não ser dali, assim como o menino. Além disso, entre os monstros o menino expõe tudo aquilo que o amedronta, como a morte do sol, e reflete sobre.</p>
<p style="text-align:justify;">No desfecho do longa, a briga com Carol, o inconstante – com quem Max desenvolve carinho especial –, é a chave para a resolução do problema sentimental que resultou na fuga de casa. A luta contra o turbilhão de ressentimentos é vencida e o garoto finalmente pode retornar para casa. Aí está o porque de os dois amigos não fazerem as pazes: Max decide não se reconciliar com a confusão. Por não estar mais perturbado, o garoto retorna feliz para a vida real.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme não deixa tempo para pensarmos o porque de o garoto ser assim, tão revoltado. Tem-se a ideia de que é assim por ele ser filho de mãe  solteira, ou não ter alguém por perto disposto a gastar energia. Não nos aprofundamos por tempo o suficiente naquela vida para percebermos a presença de amigos.</p>
<p style="text-align:justify;">O ritmo de “Onde Vivem os Monstros” é diferente. Há algumas quebras de expectativa, que deixam o espectador com uma interrogação na cabeça. Não tem muito o que entender ali. É a mente de um humano. É normal termos um insight, refletir sobre ele e desanimar depois que avaliamos que existem mais contras que prós. O filme caminha em um ritmo mental/introspectivo.</p>
<p style="text-align:justify;">Spike Jonze dirigiu um longa metragem onde o personagem se encontra com os próprios monstros e resolve os problemas por si próprio. É um convite para que enfrentemos os nossos, para que nos conheçamos melhor e possamos viver melhor o mundo real.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/206/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/206/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/206/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=206&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Avatar e a evolução</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 22:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[A civilização chegou para concretar o mundo. Nos enfiamos em prédios imensos e comemos reservas ambientais em nossos churrascos. As nossas chuvas são ácidas, o nosso ar é tóxico. A lista de espécies em extinção é tão vasta quanto a de participantes do Big Brother que caíram no ostracismo. Somos destruidores pela evolução tecnológica e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=194&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>A civilização chegou para concretar o mundo. Nos enfiamos em prédios imensos e comemos reservas ambientais em nossos churrascos. As nossas chuvas são ácidas, o nosso ar é tóxico. A lista de espécies em extinção é tão vasta quanto a de participantes do Big Brother que caíram no ostracismo. Somos destruidores pela evolução tecnológica e ganhos monetários. </em></p>
<div id="attachment_195" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/01/avatar-james-cameron-movie-1024x576.jpg"><img class="size-full wp-image-195" title="avatar" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2010/01/avatar-james-cameron-movie-1024x576.jpg?w=500&#038;h=281" alt="" width="500" height="281" /></a><p class="wp-caption-text">Mudando o rumo do cinema mundial</p></div>
<p style="text-align:justify;">E qual é o preço que pagamos pela evolução?</p>
<p style="text-align:justify;">Talvez este seja o questionamento central de “Avatar”, filme de James Cameron.</p>
<p style="text-align:justify;">Nele, os humanos invadem Pandora, planeta onde residem os Na&#8217;Vi, em busca de um minério escasso e valioso na Terra. Dispostos a qualquer coisa pela preciosidade local, nossos conterrâneos tentam uma aproximação amistosa. Quando percebem que não há diplomacia que fará com que os nativos permitam a exploração, o plano b é colocado em prática: robôs gigantes, metralhadoras e explosivos.<em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Gaia</em></p>
<p style="text-align:justify;">A história central é simples e não é nada que você nunca tenha visto pelo menos de 20 vezes no cinema. O espião infiltrado que se apaixona pelos “inimigos”, é descoberto por eles e se redime.</p>
<p style="text-align:justify;">Porém, este é só o pano de fundo para uma viagem muito mais rica.</p>
<p style="text-align:justify;">A relação mais clara que Cameron expõe em seu filme é com a Teoria de Gaia.</p>
<p style="text-align:justify;">Negada pela comunidade científica e adotada por ecologistas e místicos, a Teoria de Gaia sustenta que a Terra é um organismo que se interage com todos os seus componentes. Para o cientista britânico James E. Lovelock e a bióloga americana Lynn Margulis, a Terra não reúne as condições para a manutenção da vida, mas cria e mantém essas condições.</p>
<p style="text-align:justify;">O ecossistema de Pandora é a Teoria de Gaia levada ao extremo. Naquele ambiente, a ligação dos seres é feita fisicamente por um tipo de tentáculo presente nos animais. Por uma árvore, de onde saem cipós luminosos, pode-se conversar diretamente com a deusa, regente da natureza, bem como com todas as almas que já habitam aquela rede e que já saíram do plano físico.</p>
<p style="text-align:justify;">A deusa interfere no andamento dos fatos sempre que percebe que a vida e seu ciclo natural estão sendo interrompidos. Por isso, depois de um aviso do herói Jack Sully, a fauna de Pandora se vira contra os invasores.</p>
<p style="text-align:justify;">Seria diferente no caso de uma simples guerra entre duas civilizações. O problema ali não eram os humanos, nem muito menos a briga destes com os Na&#8217;Vi. O problema era a destruição do ciclo da vida.<em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Evolução Um </em></p>
<p style="text-align:justify;">A invasão dos seres humanos à Pandora buscou evolução tecnológica e ganhos monetários. Isso é tudo que o homem sempre busca. Mineramos a torto e a direito para ter cada vez mais aço; escavamos para ter mais Petróleo; saímos do mato, vestimos roupas e comemos de garfo porque evoluímos. Se evoluímos não podemos mais viver como selvagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Evoluir é viver em desarmonia, é dominar, adestrar, impor a destruição.</p>
<p style="text-align:justify;">Com este conceito de evolução, as tropas avançaram sobre Pandora e devastaram sem atentar-se para a real significado da palavra: a harmonia.</p>
<p style="text-align:justify;">O respeito, consideração e conhecimento profundo de todo o funcionamento do ecossistema é o que fazem dos Na&#8217;Vi parte da harmonia. São esses os fatores que permitem a interação dos humanóides com os outros seres do lugar. Não há necessidade de devastação. A vida é tida como dádiva.</p>
<p style="text-align:justify;">A força da ligação dos humanóides com a terra se deve à evolução trazida com a percepção de que, a partir do momento que se é parte de um organismo, feri-lo é se ferir.</p>
<p style="text-align:justify;">O pensamento evoluído percebe que não há nada mais proveitoso que viver com o que a natureza fornece e agradecê-la por isto.<em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Evolução Dois </em></p>
<p style="text-align:justify;">Ironicamente, a evolução tecnológica é o maior feito de James Cameron em “Avatar”.</p>
<p style="text-align:justify;">12 anos de produção e desenvolvimento de tecnologias e um gasto de quase 500 <strong>milhões</strong> de dólares, possibilitaram que o longa saísse do papel. Parcerias com a Panasonic na criação de equipamentos audiovisuais, além da contribuição de nomes como Peter Jackson, foram determinantes para o sucesso na empreitada.</p>
<p style="text-align:justify;">O resultado é a perfeição nos detalhes dos Na&#8217;Vi, do ambiente de Pandora, dos robôs gigantes e naves espaciais humanas. A imersão no ambiente 3D é impressionante e inédita, e provoca uma experiência inesquecível.</p>
<p style="text-align:justify;">Cameron eleva a ficção científica para um patamar superior. O cineasta engorda esta última leva, composta por &#8220;Star Trek&#8221; e &#8220;Terminator 4&#8243;, que torna o gênero mais acessível e mais interessante para quem não é antigo apreciador do estilo. Mesmo assim, a qualidade é mantida. Os bons atores e o horizonte amplo do longa, abrem caminho para os que gostam de refletir e para os que preferem efeitos especiais. Para quem gosta dos dois é um parque de diversões.</p>
<p style="text-align:justify;">É também um filme lançado na época certa. Em tempos de falta de esperança quanto aos acordos ambientais entre países, e a eminência de cataclismos sendo anunciada diariamente pela mídia, é interessante que a lenha seja jogada na fogueira por um blockbuster com tal dimensão.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas isto se os espectadores conseguirem ver além da simples história de amor, da ficção científica, das lutas e do 3D. Aliás, não é difícil ser hipnotizado por filme tão maravilhoso.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/194/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/194/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/194/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=194&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tarantino e o cinema de homenagem</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 04:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>André Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tarantino não é só o maior diretor que apareceu nos anos 90, como tem o nome cravado na história do cinema ao lado dos gigantes. Isso porque ele sabe compor um filme, fazer montagem e edição brilhantes. Esteticamente, todo longa tarantinesco é impecável e de personalidade. Há a mistura de várias escolas, do antigo, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=182&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_184" class="wp-caption aligncenter" style="width: 444px"><a href="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2009/12/49dae_inglorious_basterds1.jpg"><img class="size-full wp-image-184" title="bastardos" src="http://cineticoblog.files.wordpress.com/2009/12/49dae_inglorious_basterds1.jpg?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Entre escalpelamentos e homenagens</p></div>
<p style="text-align:justify;">Tarantino não é só o maior diretor que apareceu nos anos 90, como tem o nome cravado na história do cinema ao lado dos gigantes.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso porque ele sabe compor um filme, fazer montagem e edição brilhantes. Esteticamente, todo longa tarantinesco é impecável e de personalidade. Há a mistura de várias escolas, do antigo, o moderno, o pop, o gore e o western spaghetti com ritmo frenético de HQ.</p>
<p style="text-align:justify;">Quentin Tarantino deixa claro que não é só um cinéfilo, mas um tarado por cinema. Cada película dele transborda homenagens, que até certo ponto são ótimas. Buscar as referências e easter eggs nos filmes é um exercício divertido, que apraz aqueles que compartilham o tesão cinematográfico com o diretor. Para os que não são tão maníacos, é uma viagem estilística.</p>
<p style="text-align:justify;">Um dia, porém, o Tarantino pode virar um diretor que se preocupa somente (e repito, somente) em criar com fragmentos de filmes dos outros.</p>
<p style="text-align:justify;">Roteiros recheados de diálogos e tramas geniais, como o caso de Cães de Aluguel e Pulp Fiction, podem dar lugar à histórias simplórias, de resolução corrida e com diálogos desnecessários.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Aconteceu</em></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Bastardos Inglórios&#8221; é o primeiro filme de Tarantino que se resume, quase que exclusivamente, à homenagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Começa com uma referência às primeiras cenas de &#8220;The Good, the Bad and the Ugly&#8221; (&#8220;Três Homens em Conflito&#8221;, nesse nosso Brasil bizarro), do italiano Sérgio Leone, um dos repercussores do spaghetti. Em ambos os filmes, um vilão adentra uma residência em busca de informações e o clima hostil predomina. O pai de família senta para conversar com o forasteiro que, com técnicas de sabatina e ameaças bem feitas, consegue colher confissões e depoimentos sem muita dificuldade.</p>
<p style="text-align:justify;">O filme de Tarantino é um faroeste. Tem ritmo de faroeste, se expressa como um, tem a estética básica do faroeste. Os personagens são cruéis, é uma época de conflito &#8211; os westerns estão sempre em meio à Guerra Civil Americana, &#8220;Bastardos&#8221; tem a Segunda Guerra Mundial como plano de fundo. A resolução da trama é sádica; há traição e recompensa envolvidas.</p>
<p style="text-align:justify;">Como Leone, o diretor americano usa de recursos que vão além da história, como legendas explicativas e indicações escritas na apresentação de personagens.</p>
<p style="text-align:justify;">As homenagens não param nos bang-bangs. A primeira coisa que vem na cabeça quando vemos Aldo Raine (Brad Pitt), é o Don Corleone. A referência fica mais óbvia quando o personagem está de terno branco, arranhando um italiano com sotaque texano.</p>
<p style="text-align:justify;">No jogo na mesa da taberna, nos nomes e construções de personagens, no enredo, nos diálogos. Não há como escapar das homenagens.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas esse não é o problema. O problema é quando um roteiro pífio, mal resolvido e esburacado incomoda e sobrepõe à estética perfeita, ao elenco e atuações fabulosas, aos enquadramentos, tomadas e fotografia excelentes.</p>
<p style="text-align:justify;">Ou o Hanz Landa, personagem de Christoph Waltz, seria tão inocente à ponto de negociar daquela maneira com os EUA &#8211; ou pior, ficar nas mãos do líder dos Bastardos? Com toda a sabedoria do Caçador de Judeus, será que ele nem cogitou que só sairia dessa com uma cicatriz imensa na testa?</p>
<p style="text-align:justify;">A história se resolveu muito rápido, levada por várias coincidências. Se um filme se basear só no “estar no lugar certo, na hora certa”, não há trama interessante.<em> </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Homenagens não são justificativas para roteiro inconsistente</em></p>
<p style="text-align:justify;">Tarantino quer ser metalingüístico ao extremo, quer referenciar, homenagear e idolatrar todos aqueles filmes que ele viu quando trabalhava na locadora.</p>
<p style="text-align:justify;">Ele nunca escondeu isso. Tanto que declarou que “Bastardos Inglórios” é sua obra prima. Claro. Bom maníaco que é, ele está deslumbrado, assim como tantos outros tarados ficaram.</p>
<p style="text-align:justify;">O objetivo era montar um santuário, para que qualquer um possa apertar o play e, ajoelhado, rezar para os deuses da 7ª arte.</p>
<p style="text-align:justify;">Em “Bastardos Inglórios”, o protagonista não é Brad Pitt, Christoph Waltz, o nazismo ou a segunda guerra. É o cinema.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/cineticoblog.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/cineticoblog.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/cineticoblog.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/cineticoblog.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/cineticoblog.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/cineticoblog.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/cineticoblog.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/cineticoblog.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/cineticoblog.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/cineticoblog.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/cineticoblog.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/cineticoblog.wordpress.com/182/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/cineticoblog.wordpress.com/182/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/cineticoblog.wordpress.com/182/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=cineticoblog.wordpress.com&amp;blog=9335612&amp;post=182&amp;subd=cineticoblog&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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